Seguimos à pé por aquela região até a Sala São Paulo, na antiga Estação Julio Prestes, onde hoje funciona o Centro Cultural Julio Prestes. O antigo prédio da estação, joje todo reformado, é muito imponente. Linhas clássicas, detalhes ornamentados, internamente grandes espaços com arcos e abóbadas muito altas. Piso todo detalhado, uns vitrais maravilhosos ilustrando o clássico e o moderno juntos. Subimos umas escadas e então finalmente conhecemos uma das melhores acústicas do mundo, sendo comparada ao Symphony Hall de Boston, o Musikverein, em Viena e o Concertgebouw, em Amsterdã. Muito bonita, muito grande, muito organizada, muito detalhada. Possui um teto móvel, que se ajusta ao tipo de apresentação que vai ocorrer.
Saindo dali, seguimos para a Pinacoteca. O acervo é bastante interessante, pinturas clássicas, esculturas imponentes e o que mais me atrai sempre que vou ali: um prédio belíssimo. Desde sua construção, sofreu várias reestrurações para adequá-lo aos seus usos. Por fim uma restauração buscando o original. O que vemos hoje é impressionante. Nesta visita, um fato curioso foi a presença de uma maquete para cegos - do prédio da pinacoteca - exposta dentro de uma caixa de acílico. Parabéns pro curador, ou pra quem fez isso.
Mais um pouco de caminhada e chegamos no Teatro Municipal. Demais! Todo ornamentado, detalhes da porta, do piso, do teto, das paredes, das luminárias, dos móveis nos salões, das cadeiras da platéia. Muito pomposo, me senti o Conde de Rochester.
Dali seguimos pelo centro, alguns encontraram o barzinho, outros o caminho pro hotel, outros tinham uma cara de arrependidos por terem vindo e andado o dia inteiro visitando lugares históricos e turísticos, e preferiam naquele instante estar em casa. Eu queria um lugar pra ficar na boa, dar um descanso da turma. Bora pra casa da Denise! De madrugada quando eu voltei pro hotel, minha dupla de quarto também estava chegando e nós resolvemos fazer um lanche na madruga.





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