quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

e finalmente, o dia modernista!

Quando algo é bom, o universo conspira para que tudo dê certo. E assim foi. Uma manhã muito agradável. O grande Fábio Freire me deixou de carro por volta das 8 hs. Logo, logo veio o ônibus - tinha até água na geladeira - e nós fomos ver a casinha do Artigas. Acho que foi por causa da floricultura que funciona lá hoje em dia, que eu logo me familiarizei com o local. Muitas plantas, sabe como é, né. A casa passa aquela sensação de aconchego da casa da vovó de manhã cedo. Só faltou o cheiro de café. Mas, deixando de lado as empolgações pessoais, muito interessante essa casa. O pé direito muito baixo, uma sensação de que a casa está um pouco enterrada e não é só daquela altura. Os ambientes bem distribuidos, a parede molhda, o ateliê com o quarto fazendo um mezanino. Uma idéia muito boa para um pequeno espaço.
Bem ao lado está a outra casa de Artigas. Essa eu poderia dizer que ele aplicou os seus fundamentos modernos numa casa de médio porte, para os padrões brasileiros. Uma laje inclinada, janelas de vidro com esquadrias metálicas formando uma espécie de parede, o interior moderno com paredes pintadas de cores mais fortes. Ainda bem que o dono da casa apareceu para podermos ver isso tudo.
Desta casa seguimos para outra: a Casa Modernista de Warchavchik. A mais bela das três. O local onde está a casa, é o hoje o Parque Modernista. Essa casa passou por uma restauração, pois ficou por um momento em abandono. A sensação de estar nela, é a de voltar no tempo e perceber o que de melhor tinhamos em conceito. Cômodos bem divididos, perocupação com os detalhes, como a parede ao fundo da escada, a sacada dos quartos ou o mecanismo para abrir a porta que leva ao lado de fora. Muito bem implantada. Muito bem organizada. Óbvio que tem alguns problemas, mas se colocarmos na balança os prós e os contras, dá prós, com certeza.
Depois do melhor almoço da viagem - feijoada, torresmo, suco, e muito doce na sobremesa, partimos pro parque Ibirapuera. A visita foi bem rápida, o parque estava movimentado, a Bienal não tava lá essas coisas, o Mam valeu a pena pelas esculturas de Frans Krajcberg, utilizando troncos de árvores queimadas, abordando o assunto do desmatamento e das queimadas.
Fiquei por aqui! Vários momentos, né? Valeu a pena!







valeu turma!




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